Histórias Cruzadas (The Help)

Olá, seu deslocado desajustado! Aqui estou e como havia dito, voltei com dica de filme para este final de semana de tempo bipolar (pelo menos aqui em São Paulo).

O filme da vez é Histórias Cruzadas (título original The Help), baseado em um romance escrito por Kathryn Stockett (nunca ouvi falar), inspirado em sua própria infância traumatizante, do tipo pais ausentes, separações, decepções e tals. Coisas normais. A adaptação saiu em 2011, dirigida por Tate Taylor (que também nunca vi mais gordo). É tão maravilhoso e emocionante pela história e pelo elenco (venceu com Melhor Elenco em 2012); temos Viola Davis (a deusa) como Aibileen Clark e Octavia Spencer como Minny Jackson, ambas levaram, respectivamente, prêmio de Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante. Temos ainda Emma Stone como Eugenia Skeeter (que seria a representação da escritora do livro) dentre outros atores e personagens marcantes.

A história gira em torno de Jackson, no Mississippi. Nos anos 60 os negros ainda sofriam grande preconceito promovido em parte pela KKK (não entrarei em detalhes) e nos EUA era mais tensa a situação. Neste cenário desavenças entre brancos e negros, Skeeter é uma jovem escritora em busca de ascensão em sua carreira como escritora, a qual recebe uma oportunidade de sua editora para escrever e entregar uma história de valor em determinado prazo. Nisso ela tem a ideia de escrever histórias de empregadas das suas colegas, e quem sabe assim entender a sua, já que foi criada por uma empregada negra da família, ao mesmo tempo afim de expor uma realidade não mostrada. Surge Aibileen, empregada da família Leefolt que resolve contar toda sua trajetória inclusive que teve seu filho assassinado, e durante o filme com ajuda de sua amiga Minny conseguem recrutar depois de muita sofrência outras empregadas. O medo de algo vazar, perderem o emprego, sofrerem represálias ou até serem assassinadas era maior.

E como todo filme, temos a antagonista, a vagaba da Hilly Holbrook (interpretada por Bryce Dallas Howard) determinada a reprimir ainda mais os negros e discriminá-los, como por exemplo, a criação da lei de segregação dos banheiros dos brancos e negros pois acreditava que os negros possuíam doenças diferentes dos brancos, algo bem escroto e que infelizmente continua até hoje só que de maneira discreta em alguns lugares. E ela em determinados momentos acaba se ferrando de maneira bem cômica, e quer ferrar com todos ao mesmo tempo. Um espírito ruim, repugnante.

Quando finalmente o livro é lançado, a donas de casa de Jackson veem que o livro se parece muito com suas vidas, até por conter detalhes assombrosos. O bom do lançamento é que mostrou o ponto de vista das empregadas e ainda com o dinheiro arrecadado foi possível ajudar algumas delas. Ao mesmo tempo é uma história comovente e sempre me emociona, principalmente nas últimas cenas. Temos a presença de outras personagens marcantes, como Constantine que cuidou da Skeeter e era praticamente da família mas que sofreu com o racismo e Celia Foote, uma das donas de casa branca mas que não possui qualquer tipo de preconceito e vê o mundo de modo inocente por ter vindo do interior.

Recomendo mais pela mensagem que ele passa, pela grande produção mostrando essa intolerância ao racismo, a luta dos negros por direitos iguais ou um pouco melhores, remetendo um pouco ao 12 Anos de Escravidão para quem assistiu, e que infelizmente permanece até hoje, coisa que não dá pra entender, não entra na minha cabeça o motivo de tanto ódio por causa de raça.

Espero que tenha gostado, assista, certeza que não irá se arrepender. E se já viu deixe nos comentários. Bom final de semana, bye!!!

“Cê é gentil, cê é inteligente, cê é importante”

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11 comentários

  1. swo8 · agosto 20, 2016

    Excellent story! Excellent historia.
    Leslie

    Curtido por 1 pessoa

  2. Barbara Reccanello · agosto 20, 2016
  3. anisioluiz2008 · agosto 20, 2016

    Republicou isso em O LADO ESCURO DA LUA.

    Curtido por 1 pessoa

  4. Gustavo S. Nazário · agosto 20, 2016

    Adorei, vou ver agora! Obrigado pela dica.

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  5. Patrícia · agosto 21, 2016

    Esse filme é super maravilhoso. Parabéns pelo post. 🙂

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  6. Devaneius · agosto 26, 2016

    Sensacional hehe Não só pela deusa Viola Davis, mas pela temática. Filmes como este precisam ser sempre falados para que a sociedade entenda de uma vez que nós negros somos seres humanos também. Parabéns pelo post ❤

    Curtido por 1 pessoa

  7. Atraídos Pela Leitura · setembro 28, 2016

    Gostei muito desse filme! Parabéns pela resenha!

    Curtido por 1 pessoa

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