A Letra Escarlate

Olá desajustados, tudo na boa? Hoje é sexta-feira…e está chovendo.

Trago para vocês hoje um romance histórico, clássico da literatura inglesa escrito por Nathaniel Hawthorne, um escritor norte-americano nascido em Salem, cuja apropriação do tema puritanismo o tornou um escritor reconhecido até pela época em que veio a tona.

A Letra Escarlate (The Scarlet Letter), é uma história que se passa em Massachusetts Bay, na Nova Inglaterra de 1666, tomada pelo puritanismo um pouco insano, com foco na protagonista Hester Prynne, uma jovem moça casada com um médico super intelectual mas que engravidou de um outro. Pode parecer filhadaputagem mas foi assim: Hester se casou com esse médico e eles pretendiam ir morar na colonia, só que ela foi na frente com a finalidade de encontrar um lugar para eles morarem, e seu marido sumiu por 7 ANOS, alegando depois ter sido sequestrado por uma tribo de índios, onde aprendeu mais ainda sobre medicina.

Como ninguém é de ferro, e por ser encantadora e única, Hester conquistou o tal rapaz (não darei spoiler) e engravidou dele. Mas como o tal rapaz possuía um cargo de respeito e clerical, e essa polêmica poderia destruir sua carreira, ela resolveu não revelar quem era o pai e guardou este segredo para si, sendo obrigada a carregar a letra “A” de adúltera em seu peito esquerdo como marca de seu pecado para que todos soubessem que tipo de mulher ela era. E o fruto deste relacionamento proibido é a pequena Pearl, uma garotinha sentimental, arrebatadora e com espirito de diabrete, cujo preconceito por ser filha da pecadora a faz sofrer.

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A trama começa a desenrolar quando Hester descobre que seu marido de verdade voltou, está na mesma colonia e diz que irá descobrir quem é o tal homem e acabar com a vida dele. E nisso começamos a ver a perseguição de um marido em busca de vingança. Ou seja, o cenário é de uma sociedade até então puritana sofrendo com a interferência de pecados que já estavam lá, como a luxúria perceptível em Hester e seu modo de se vestir; a ira de um homem em busca de vingança e muito orgulhoso; temos pessoas que cuidam mais da vida dos outros do que da própria; uma bruxa irmã de um dos membros do clero e o próprio pai da menina totalmente egoísta mas que sofre em silêncio durante a história toda. Mas bastava uma reza para serem perdoados.

Fico imaginando isso nos dias atuais, se tivéssemos que usar um símbolo representando nossos “defeitos” e pecados para todos verem. Alguns (idiotas) veem a homossexualidade como pecado, e eu usaria um H ou um V de viado bem grande com o maior orgulho. Tem um filme que trouxe isso para os dias atuais, chamado “A Mentira”, onde a protagonista e a Emma Stone (linda e maravilhosa), recomendo.

E é uma obra com muitos detalhes, tem gente que não gosta, mas essa é uma daquelas cujos detalhes a tornam cativante. O que mais me chamou atenção é a pequena Pearl, cujo sofrimento por causa do exilamento, por não tem amigos, mesmo assim possui uma mente muito criativa e um espirito puro sendo moldado pelas circunstancias da vida, e justamente por viver longe daquele puritanismo e doutrina, vê as coisas como elas são, sendo também uma âncora para a sanidade de sua mãe.

Existem duas adaptações cinematográficas deste livro. A primeira, que é a mais recomendável é de 1926, um filme mudo mas com legendas, preto e branco, onde contam um pouco mais do que realmente existe no livro. A segunda versão é de 1995, com a Demi Moore, a qual não assisti pois dizem ser ruim, sem falar o sotaque britânico escroto e aquele A enorme na roupa dela. Mas se você gosta de filmes coloridos e com vozes, assista. Mas leia o livro primeiro, é maravilhoso e você não irá se arrepender 😉

Se você já leu compartilhe comigo sua opinião, se não tem o livro mas ficou curioso, assista o filme neste final de semana e depois me conte o que achou. Compartilhe com seus amigos, e até a próxima. Beijos ❤

 

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