Você é bom ou ruim?

Olá desajustados, tudo bom? A quanto tempo. Estive nas últimas semanas muito ocupado com a volta das aulas e minha caçada por emprego, pois não dá pra ficar parado!

E como voltei, resolvi trazer um tema abrangente e pensativo onde espero que vocês compartilhem suas opiniões comigo, estarei sempre aberto em relação a isso, adoro trocar figurinhas!

Você se considera bom ou ruim perante nossa sociedade? Quem nunca cometeu um ato considerado antiético ou imoral, que atire a primeira pedra! Mas até onde nós permitimos que as situações do cotidiano nos façam cometer tais atos impróprios?

“O Homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”, já disse Rousseau, ao tentar argumentar o fato de o homem nascer naturalmente bom, mas conforme a sociedade foi evoluindo, fomos nos tornando mais possessivos, invejosos, é isso influenciou para que começássemos a desconfiar do próximo, sem motivo aparente algum.

E isso torna-se mais comum a cada dia: a bondade nas pessoas estão morrendo, e sendo substituída por um espírito individualista, pensando apenas no modo de sobrevivência e na busca incesante por bens. Uma pessoa considerada hoje “boazinha”, querendo ou não, faz um papel de trouxa na frente da maioria. 

Um exemplo meu, é que nessa semana, um garoto encontrou R$50,00 dentro do ônibus. O que você faria nesse caso? Eu assumo, enfiaria na carteira e iria embora feliz da vida. Mas o garoto não, ele pegou e deu para o cobrador do ônibus guardar, no caso do dono aparecer…Sendo que o merdinha do cobrador é um mini corrupto maldito, mas aí é outra história!

Estou tentando dizer que, quando nos deparamos com uma situação de uma pessoa praticando um ato de bondade gratuitamente, vemos aquilo como algo inocente, tolo, e até suspeito, pois também estamos acostumados a fazer coisas boas sabendo que ganharemos algo em troca, e ver aquilo ativa nosso alerta de interesseiro.”Vai ficar me devendo, hein!”

Mas será que vale a pena se deixar corromper? Me pergunto isso até hoje, pois a cada tombo que levamos, nós vamos aprendendo a largar de sermos trouxas, vamos perdendo o verniz, e isso faz parte da vida, é um ciclo natural. E às vezes nem são situações,  e podem ser coisas que lemos, uma música,, um filme que nos faz acordar pra vida. Mas temos que ter em mente que cada caso é um caso, e seremos assim se permitirmos que tais atos nos afetem até chegar a tal ponto de destruir nossa inocência.

Ser inocente virou sinônimo de ignorante, ingenuidade virou sinônimo trouxa. Acho que está na hora das pessoas reverem seus conceitos morais e éticos, que sempre irão variar de pessoa para pessoa, mas pensando no bem comum, pra evoluirmos na mesma velocidade e linha, sem prejudicar ninguém. Nem nossa essência.

Espero que tenham gostado desse papo cabeça, trarei mais assuntos assim posteriormente. Deixem seus comentários, compartilhem se quiserem e até a próxima. Beijos 😘

A Letra Escarlate

Olá desajustados, tudo na boa? Hoje é sexta-feira…e está chovendo.

Trago para vocês hoje um romance histórico, clássico da literatura inglesa escrito por Nathaniel Hawthorne, um escritor norte-americano nascido em Salem, cuja apropriação do tema puritanismo o tornou um escritor reconhecido até pela época em que veio a tona.

A Letra Escarlate (The Scarlet Letter), é uma história que se passa em Massachusetts Bay, na Nova Inglaterra de 1666, tomada pelo puritanismo um pouco insano, com foco na protagonista Hester Prynne, uma jovem moça casada com um médico super intelectual mas que engravidou de um outro. Pode parecer filhadaputagem mas foi assim: Hester se casou com esse médico e eles pretendiam ir morar na colonia, só que ela foi na frente com a finalidade de encontrar um lugar para eles morarem, e seu marido sumiu por 7 ANOS, alegando depois ter sido sequestrado por uma tribo de índios, onde aprendeu mais ainda sobre medicina.

Como ninguém é de ferro, e por ser encantadora e única, Hester conquistou o tal rapaz (não darei spoiler) e engravidou dele. Mas como o tal rapaz possuía um cargo de respeito e clerical, e essa polêmica poderia destruir sua carreira, ela resolveu não revelar quem era o pai e guardou este segredo para si, sendo obrigada a carregar a letra “A” de adúltera em seu peito esquerdo como marca de seu pecado para que todos soubessem que tipo de mulher ela era. E o fruto deste relacionamento proibido é a pequena Pearl, uma garotinha sentimental, arrebatadora e com espirito de diabrete, cujo preconceito por ser filha da pecadora a faz sofrer.

Resultado de imagem para a letra escarlate

A trama começa a desenrolar quando Hester descobre que seu marido de verdade voltou, está na mesma colonia e diz que irá descobrir quem é o tal homem e acabar com a vida dele. E nisso começamos a ver a perseguição de um marido em busca de vingança. Ou seja, o cenário é de uma sociedade até então puritana sofrendo com a interferência de pecados que já estavam lá, como a luxúria perceptível em Hester e seu modo de se vestir; a ira de um homem em busca de vingança e muito orgulhoso; temos pessoas que cuidam mais da vida dos outros do que da própria; uma bruxa irmã de um dos membros do clero e o próprio pai da menina totalmente egoísta mas que sofre em silêncio durante a história toda. Mas bastava uma reza para serem perdoados.

Fico imaginando isso nos dias atuais, se tivéssemos que usar um símbolo representando nossos “defeitos” e pecados para todos verem. Alguns (idiotas) veem a homossexualidade como pecado, e eu usaria um H ou um V de viado bem grande com o maior orgulho. Tem um filme que trouxe isso para os dias atuais, chamado “A Mentira”, onde a protagonista e a Emma Stone (linda e maravilhosa), recomendo.

E é uma obra com muitos detalhes, tem gente que não gosta, mas essa é uma daquelas cujos detalhes a tornam cativante. O que mais me chamou atenção é a pequena Pearl, cujo sofrimento por causa do exilamento, por não tem amigos, mesmo assim possui uma mente muito criativa e um espirito puro sendo moldado pelas circunstancias da vida, e justamente por viver longe daquele puritanismo e doutrina, vê as coisas como elas são, sendo também uma âncora para a sanidade de sua mãe.

Existem duas adaptações cinematográficas deste livro. A primeira, que é a mais recomendável é de 1926, um filme mudo mas com legendas, preto e branco, onde contam um pouco mais do que realmente existe no livro. A segunda versão é de 1995, com a Demi Moore, a qual não assisti pois dizem ser ruim, sem falar o sotaque britânico escroto e aquele A enorme na roupa dela. Mas se você gosta de filmes coloridos e com vozes, assista. Mas leia o livro primeiro, é maravilhoso e você não irá se arrepender 😉

Se você já leu compartilhe comigo sua opinião, se não tem o livro mas ficou curioso, assista o filme neste final de semana e depois me conte o que achou. Compartilhe com seus amigos, e até a próxima. Beijos ❤

 

Minha primeira vez!

Olá desajustado e desajustado? Tudo bom nesta quarta de cinzas? Aproveitaram o carnaval? Espero que tenham usado camisinha 😉

Ainda no clima carnavalesco, trago um assunto ainda considerado tabu por muitos, que é o sexo! Uma coisa maravilhosa, que pode ser feita com uma ou mais pessoas, dependendo do tamanho do seu prazer 😉 E eu desde que me conheço por gente, sou muito aberto em relação a este tipo de assunto, sem frescuras ou preconceitos.

Minha iniciação na putaria, até porque não espero o carnaval pra ser vadia, começou bem cedo, com apenas 15 anos quando tive minha primeira relação sexual com um cara bem mais “experiente” que eu, e posso dizer no sentido literal: mordi a fronha. Ele estava todo afobado por estar tirando minha virgindade, e eu inocentemente desconhecia toda a proporção da situação. Acabei tomando no cú!

Queria eu poder dizer que a minha primeira vez foi algo maravilhoso, prazeroso, cheio de amor e tals, mas não foi. Acredito que a de muitos por aqui também não foi. O cara esqueceu da minha falta de experiência no CUrrículo, negligenciando o fato de ter que me dar prazer também. Depois disso, passei um ano sem ter qualquer tipo de contato físico com seres humanos.

Mas algo que reparei ao longo desses meus anos na sacanagem, é que muitas pessoas não se preocupam em conhecer o próprio corpo, por questão de medo, vergonha, por acharem que estão fazendo algo errado, o que é totalmente compreensível pois a nossa sociedade em parte é controlada pela Igreja que ensina a pensar assim, e isso influência diretamente nas nossas relações amorosas. Pois pense bem, se você não conhece seu corpo, como seu parceiro ou parceira irá conhecê-lo?

Compreendi parte do meu corpo quando tinha uns 10 anos mais ou menos, com ajuda de amiguinhos, mas a masturbação até então era desconhecida e aprendi sozinho e sem querer. De verdade, foi por pura curiosidade em desvendar meu corpo e deu certo. Isso ajudou para que meus parceiros me conhecem, e foram nas práticas que aprendi a me dominar, aprendendo meus limites e desgostos.

Você não é obrigado a deixar o sexo somente para depois do casamento, a não ser que seja uma escolha sua e não o que enfiaram na sua cabeça, assim como não é obrigado a dar pra qualquer um ou esperar a pessoa certa, pois é difícil saber quem é a pessoa certa sem tentar antes. Então se você tem essa vontade de conhecer-se, não se reprima! Vai no banheiro, pega um espelho, dê uma mexida, cutuque onde achar necessário, não é pecado!

Já passou da hora de as pessoas pararem de mimimi quando o assunto é sexo. Transar é prazeroso, com segurança é bom, e com quem escolhemos melhor ainda! Se você tem vontade de fazer um ménage, uma orgia, tem fantasias sexuais, não as leve para o túmulo, aproveite enquanto as coisas ainda estão no lugar!

Por hoje é só, espero ter sido bem claro, se não gostou deixe seu curtir, se gostou melhor ainda. Comente sobre o assunto comigo, posso dar uma de Laura Muller se precisarem. Até mais e tchau!!!

Sai pra lá, machista!

Olá desajustados, tudo bom? Bora falar de um assunto o qual sempre tive vontade de falar, ainda mais sendo um homem, e um homem que aprendeu a entender o outro lado da moeda. Vamos falar de machismo!

Dias atrás, um programa de TV abordou o assunto do machismo, falando de diversos assuntos pertinentes ao mesmo, e resolvi criar coragem para falar e peço perdão a quem discordar da minha opinião, mesmo cagando. Quero expor os dois lados da moeda dessa doença contagiosa em pleno século 21.

Por ser homem e homossexual posso dizer com convicção que sofri as consequências da sociedade patriarcal controladora mais do que um rapaz hétero, pois quando se é um jovem garoto, existe toda aquela pressão do “Você pra ser homem tem que comer várias mulheres, senão tu é viado!”, ou do tipo “Não joga bola? Tu é viado!”. E o que mais me intriga nisso é o fato da masculinidade de um homem ser tão frágil a ponto de se esvair por um simples não fazer algo, e o fato de acharem que ser viado é um problema, e não é. Ser gay é chegar ao ponto de ser tão bem resolvido da sua vida e saber o que quer da vida sem ligar para os outros.

Resultado de imagem para machismo contra homem

Mais irritante é saber que o jovem não aprende a ser machista na rua (é lá que ele aprende a desenvolver seu “aprendizado”), mas isso tudo vem de casa, é de criação. Pai e mãe querem que seus filhos se deem bem na vida então ensinam aquilo que acreditam ser o certo. A mãe ensina a garota a cozinhar, lavar e limpar pra um dia conseguir um marido, devendo almejar isso desde pequena, enquanto o pai ensina ao garoto como ser um bom comedor de mulher, consertar coisas como sendo obrigação de uma menino saber e tals. Ser machista é defender a desigualdade de direitos entre os gêneros sexuais, ou seja, uma mulher também pode ser. Não estou generalizando, pois teve gente sortuda que cresceu sabendo o certo, mas eu passei por isso dentro de casa, e a culpa dos meus pais serem assim, é culpa dos meus avós e assim vai. Um ciclo vicioso que será perpetuado enquanto os futuros pais dessa nossa geração não pararem de serem trouxas!

Faço então uma ponte para o outro lado da moeda, que são as garotas. Peço desculpa em nome dos homens que até hoje oprimiram vocês, fazendo vocês acreditarem que são inferiores e que seu lugar é na cozinha. A mulher com toda certeza sofre mais nessa história toda. São ensinadas a serem boas mas não tão boa quanto os homens; a não almejarem cargos grandes pois eles devem pertencer ao homem; a desejarem se casar para que possam ser o suporte do homem chefe da família, e assim vai. Isso consegue ser mais escroto escrito!

Resultado de imagem para feminismo

Não existe esse negócio de mulher pode e não pode. Se ela quiser, ela vai lá e faz! Ser mulher ao mesmo tempo que é maravilhoso pela questão da feminilidade (que acho algo lindo mas nem toda mulher é obrigada a ter), ao mesmo tempo é uma maldição, pois além da questão de sangrar todo mês, tem aquele “homem” que se acha no direito de mexer com uma moça na rua só por ela estar usando uma saia curta, ou um vestido decotado e outros.

Pra acabar com essa palhaçada de vez, vai de cada se conscientizar e conscientizar o próximo, abrir a mente e mostrar que não é assim bagunçado. Um homem pode ter um pouco ou ser totalmente feminino, assim como a mulher tem direito de ter masculinidade. O importante é você ser quem é, independente de qualquer olhar torto ou ofensa. No final de tudo, pra ser feliz tem que se permitir viver a vida como ela deve ser.

Pretendo abordar mais assuntos do tipo posteriormente, então é importante receber um feedback de vocês. Compartilhe comigo sua opinião, compartilhe a ideia para quem deva ler isto se achou bacana e até a próxima. Beijos! ❤

 

Caderno de memórias – Última Parte

INOCÊNCIA

Como grande parte das famílias contemporâneas, meus pais são separados desde os meus oito anos, uma das coisas que não é de fácil entendimento para uma criança mas minha mãe explicou em poucas palavras: De agora em diante seu pai não vai mais morar aqui, mas ainda poderão ver ele – Na minha cabeça não havia um discernimento da situação, eu acreditava que tudo ainda estava bem, mas a cara de ódio da minha mãe dizia outra coisa. Então de quinze em quinze dias, como a juíza havia determinado, meu pai iria buscar meus irmãos e eu para passar o final de semana com ele. Não conseguia raciocinar aquele processo mas aceitei. Quando ia nos buscar, levava-nos a lugares próximos de onde morávamos mas também a lugares legais distantes os quais somente ele conhecia mas resolveu compartilhar conosco, talvez como forma de suprir sua ausência, criar um elo maior. Hoje em dia, os pais costumam preencher esses vazios com dinheiro ou presentes, as quais consideram serem melhores do que um simples afeto. Vai entender.

E como dever de todo pai quando se tem um filho garoto (pelo menos é o que acham) é o de ensina-lo a jogar bola, empinar pipa, coisas de “garoto”. E com o meu não foi diferente, até o momento em que ele captou o quão diferente eu era. Não via graça no que a maioria dos meninos comuns faziam, eu preferiria ler do que ficar queimando a cara no sol chutando uma bola pra lá e pra cá. Assim como o Carrascoza lia muitos poemas, eu lia de quadrinhos à livros de contos e fábulas. A partir de determinada idade a biblioteca tornou-se uma segunda casa e por isso eu tinha a fama de ser o famoso “viadinho” da turma, perdi amizades por isso, mas descobri em determinada época a cagar a andar para determinadas opiniões fúteis.

Agora confessarei algo a você: eu roubava livros da biblioteca. Não me orgulho desse ato, mas fazia e sentia a necessidade de tê-los, sentia que as histórias deveriam pertencer a mim e que ninguém deveria ter acesso a eles. Notando esse meu gosto exagerado pela leitura, os presentes deixaram de ser bonecos inúteis para serem gibis, livros infantis, jogos de raciocínio e outras coisas que me davam satisfação. Meu prazer conseguiu ser saciado com essas pequenas coisas durante um bom tempo.

Hoje já no começo da fase adulta, olho pra trás e encaro tudo isso como um grande ponta pé na minha criação principalmente do meu caráter e do meu eu. Existem coisas a qual sou grato por ter acontecido, claro que me referindo as boas, mas aprendi, ao menos creio que aprendi mais nas ruins. Perder um parente acontece com todos e continuará acontecendo até chegar o meu momento; uma paixão não correspondida acontece ainda hoje com qualquer pessoa (e em qualquer idade); uma separação conjugal indesejada ficou mais comum à medida que as pessoas não se suportam mais e as palavras perderam o valor; uma amizade perdida devido ao tempo, são apenas momentos ensinando que devemos seguir em frente e viver, um tapa na cara que desperta pra algo maior: aprender a aproveitar o agora ao máximo sabendo escolher as pessoas certas para compartilhar nossos melhores momentos.

Por Trás do Blog – Devaneius

Olá desajustado e desajustada, tudo bom?

Hoje apresento-lhes como convidado para o Por Trás do Blog, o meu querido Lucas Almeida, do blog Devaneius. Bora lá!

Nascido em Itaquera (ZL de SP), mudou-se para Guarulhos em 2009 por livre e espontânea pressão, e desde então tem ralado pra se manter como a vida permite. Esse escorpiano vingativo mas amoroso de apenas 22 anos, atualmente é empresário de um comércio de instrumentos musicais (de onde tira o sustento) e formou-se recentemente em Tradução e Interpretação pela UNINOVE 😉15068335_1126003590840184_5474290543973072417_o

O nome Devaneius surgiu com a finalidade de dar a ideia de uma pessoa que viaja demais na maionese sem precisar usar qualquer tipo de droga ou coisas do gênero, apenas substituindo O por U pra diferenciar sua marca. Seu propósito era começar um blog juntamente com uma amiga da faculdade também escritora (Let It Bea), mas o plano ficou travado no papel. E motivado por seu namorado (Eu!) que resolveu começar a escrever um blog e pela amiga, resolveu começar o seu próprio cantinho para o mundo.

Devaneius está na ativa desde fevereiro de 2016 e hoje conta com 67 seguidores. E como podem ver, sua única meta consiste em conquistar mais seguidores interessados em conhecer seus textos e não interesseiros atrás de curtidas. Tamo junto!

Seus hobbies são diversos, mas os principais são ver séries (e bota série nisso); jogar Marvel Torneio dos Campões e fazer yoga com o boy, e artesanato sem o boy. No que diz respeito à leitura, dá preferência à fantasia e aventura, mas tem investido em ficção policial. Na música, o pop e rock indie são os prediletos. Já com filmes é mais eclético, gosta de aventura, fantasia, pornô gay, comédia. De tudo um pouco meeeesmo!]


                                                              Momento ping pong:

Religião: Filosofia de vida

Cantor(a): Beyoncé

Amor: Cavalcanti ❤

Ódio: Gente preguiçosa

Um Filme: Harry Potter (A saga)

Um livro: O Oceano no Fim do Caminho

Uma qualidade: criativo

Um defeito: Nervoso

Uma frase: Cuidado com os seus sonhos: eles podem ser desejos ocultos ou assuntos inacabados. (Almeida, Lucas. 2017)

Por hoje é só. Dá uma passada no blog dele e siga-o, basta clicar aqui >>>> Devaneius. Deixem seus comentários, e caso tenha alguma indicação, só falar 😉

Até mais! Beijos ❤

 

Caderno de memórias – Pt. 4

MORTE

Escrever diário é um ato confessional, quase que como se reconhecer um pecador perante um padre mas sem aquele negócio penitência e sentimento de culpa, e nosso reconhecimento vem através das palavras. Carrascoza diz que ser escritor é viver na escuridão, e até o momento ainda procuro entender o que ele quis dizer com aquilo. Mas uma possível interpretação é o fato de não saber onde sua escrita vai te levar ou seja capaz de fazer, existe um força maior nas palavras que acaba nos conduzindo para algo inesperado. Conduzo minhas memórias então para um momento amargo de minha pré adolescência. Passei grande parte na rua e outra na casa de meu avô Pedro, homem trabalhador: de dia era pedreiro e de noite porteiro da igreja a qual minha família e eu frequentávamos. Até o dia em que ele de repente foi internado sem eu nem ao menos saber o motivo, mas minha mãe e minhas tias já sabiam de algo o qual crianças não deveriam saber. Na minha cabeça ele logo voltaria, bem de saúde. Talvez estivesse apenas fazendo uma cirurgia ou exames. Algo do qual me arrependo até hoje é por não tido a oportunidade de visita-lo.

Nossa relação sempre era de um tipo especial mas desconhecido por algumas das partes, talvez a dele, pois em segredo eu adorava nossas tardes. Algo singular que só percebo hoje é o fato de que mesmo quieto ele conseguia dizer muitas coisas, pois eu ficava na porta de sua casa jogando bolinhas de gude esperando-o chegar do trabalho, pra poder entrar e ganhar algo, geralmente uma banana ou um copo de leite. Logo em seguida ele pegava um aparelho de vinil e colocava um disco de hinos daqueles bem antigos e ficava cantarolando enquanto fazias outras tarefas antes de ir deitar para estar descansado na hora do culto, e eu só observava-o do meu canto da pequena sala e sabia que naqueles pequenos momentos, tudo estaria bem.

Certo dia voltando da escola com uma de minhas primas, haviam pessoas reunidas na casa dele, uma delas era minha tia e me chamou para entrar, fui de mochila e tudo, e ao entrar já era possível sentir uma energia estranha no ambiente. Chegando no quarto me deparei com minha vó sentada em um canto entre choros e soluços, e mais ao fundo uma de minhas primas também chorando. Minha tia explicou a razão daquilo: haviam recebido a notícia que meu avô havia ido embora de vez. Não recordo se chorei de imediato, pois até aquele momento nunca havia sido apresentado formalmente a Dona Morte nem seu jeito peculiar e invasivo de trabalhar, mas em seu enterro, ao ver o corpo imóvel, sem vida, pálido e seu caixão descer rumo a uma cova funda, eu entendi tudo aquilo e me pus a chorar como nunca antes. Sabia que as coisas não ficariam bem.

Fiquei com aquilo na cabeça nas semanas seguintes, pensando em como a morte é injusta às vezes, nem nos permitindo uma despedida decente daqueles a quem amamos. Foi então em certa noite, já preparado para dormir, momento em que a mente resolve trabalhar mais, comecei a matutar sobre algo e precisei de uma confirmação de meu pai:

    – Pai! Tenho uma dúvida…se o vô morreu quer dizer que todos vão morrer um dia? – Perguntei e recebi sua resposta naturalmente como se estivesse conversando com um adulto ou com alguém que entendesse do assunto.

    – Sim filho, todos nós vamos morrer um dia! – Minha reação instantânea foi de choque, maior do que na vez em que descobri a inexistência de Papai Noel e Fada do Dente.

    – Até o senhor e a mãe vão morrer um dia?

    – Sim filho, todos nós! – Após aquela resposta voltei para minha cama e chorei mais do que achava possível alguém do meu porte chorar.

 

Por Trás do Blog – Labirinto Radical

Olá desajustados, tudo bom?

Hoje dou início ao projeto, que deveria ter começado ano passado. Pra você que ainda está perdido, ele consiste em tentar conhecer um pouco a pessoa por trás dos textos, quem sabe até você mesmo. E o blog escolhido como cobaia foi o Labirinto Radical by Jair de Brito Vargas.

Sul-mato-grossense da cidadezinha de Coxim, tem apenas 20 anos, prestes a completarIMG_20161029_130501.jpg seus 21 esse mês (15), ou seja, um aquariano tímido e sonhador.  Atualmente só estuda e faz cursos, mas como grande parte dos brasileiros está à procura de um emprego.  Aí eu te pergunto: De onde ele tirou esse nome pro blog? Labirinto Radical? E de acordo com ele, é pelo simples fato de ter aglomerado diversos tipos de textos e ideias ao blog, que na cabeça dele ficaram semelhantes a um… labirinto! Um labirinto radical. Faz sentido agora!

Ele possui o mesmo pensamento que eu e grande parte dos blogueiros em relação a motivação para iniciar um blog. No seu caso partiu da necessidade de poder compartilhar e passar um pouco do que pensa, cria e gosta a bel prazer, oferecendo seus textos para os leitores de modo fácil e acessível até mesmo pra ele, pois se tivesse boa dicção e vergonha na cara, seria possível investir em um Vlog. Sei muito bem como é isso! Não sabemos lidar com a timidez.

Seu blog é um cantinho para todos no qual ele tenta levar para seus seguidores um bocadinho de entretenimento, de opinião, de notícias, e palavras que possam de certa forma, ajudar. O Labirinto Radical está no ar desde 2014 e conta com 396, mas só veio alavancar de verdade no ano passado quando resolveu investir um pouco mais nas ideias e colocar a mão na massa. Possui um ponto de vista otimista em relação ao futuro do blog, pois apenas espera que continue sendo um cantinho acolhedor, cuja aprimoração servirá para expandir ainda mais, tornando possível receber total dedicação nas suas horas extras. Boa sorte desde já 😀

Nas horas de lazer acaba dando preferência a leitura, tendo coragem de ler deitado não vendo problema algum pois não pega no sono (não sei como), acha até mais confortável. E lê de tudo um pouco sendo seus preferidos o romance e ficção policial. Já no gosto musical também é eclético: contanto que seja boa, está ouvindo. No que se refere a filme ele ama comédia romântica; romance; suspense; ficção científica; aventura (é noix 😀 ), são os que mais curte, os outros gêneros não é tão chegado, mas arrisca.


Pra finalizar, um ping pong a la Marilia Gabriela:

Religião: Deus
Cantor(a): Elis Regina
Amor: Lei
Ódio: Destruição
Um Filme: Titanic
Um livro: O Colecionador de Lagrimas
Uma qualidade: Pontual
Um defeito: Impaciente
Uma frase: pertence a uma música, “Eu sou filho do mistério e do silêncio, somente o tempo vai me revelar quem sou”.

Por hoje é só! Não deixem de segui-lo, acompanhem suas web novelas, contos e outros textos clicando aqui >>>> Labirinto Radical . Deixem seus comentários e curtidas, logo mais estou de volta.

Tchau e até a próxima ❤

Caderno de memórias – Pt. 3

PAIXÃO

Como a vida tem um sabor doce e amargo, vivi coisas desagradáveis na infância. Meu primeiro amor. Creio eu, faça parte da vida de todo ser humano o ato de se apaixonar, um ato inevitável regido pelo coração, e o nome dessa minha paixão era Gabriela, uma garota muito bonita dos olhos cor de mel, cabelos castanhos e longos, rostinho e alma angelical. Na época, ou seja, há 11 anos, tínhamos quase a mesma idade e para minha sorte, da mesma escola e turma.

Ela era demais em vários sentidos, desde o fato de ser quem era até as pequenas coisas, andávamos juntos no recreio, dividíamos lanches e desde aquele tempo nunca vi problema em andar mais com garotas do que com garotos.  Meus amigos nem sabiam o que era ficar apaixonado ou conheceram a paixonite, nem todos tem essa sorte (ou azar), sem contar o repudio por garotas por motivos desconhecidos até hoje, essa frescura de “menino não brinca com menina e vice e versa”. Ou talvez para eles o conceito de paixão fosse apenas bater figurinhas e jogar bolinha de gude, coisas adoráveis de se fazer quando não se tem algo melhor. Mas Gabriela tinha seu jeito único, bem diferente da maioria das garotas, ela era segura de si e tinha um ar de superioridade sem saber que possuía tal mestria. A ingenuidade de uma criança faz com que desconheça algumas verdades da vida, inclusive o verdadeiro significado de namorar e todas regras que regem essa relação entre duas pessoas, e assim permanecia minha vontade de ainda não saber, sobrando apenas aquele sentimento guardado, cujas raízes se fixaram e que desabrochou de verdade durante a vida.

Foi ótimo quando chegamos nas épocas de festas juninas onde todas salas deveriam criar uma barraca para a quermesse da escola e uma apresentação de dança ou algo do tipo, e como o ritmo da festa é um bom sertanejo ou forró, a professora Ângela, que sempre fez questão de me bajular pela ótima conduta em sala de aula, resolveu que deveríamos fazer duplas, onde fiquei justamente com a Gabi, nisso ocorreu ao mesmo tempo uma mistura de felicidade e nervosismo. Os ensaios eram ótimos, mesmo não possuindo coordenação motora básica muito menos ritmo. No aguardado dia das apresentações, ela levou sua mãe e ainda por cima fez questão de nos apresentar como se fossemos mais do que amigos, igual nesses filmes quando a filha apresenta o namorado para a família (foi o que me passou pela cabeça), não sabia nem onde enfiar minha cara. E a apresentação? Não poderia ter sido pior, fiquei nervoso por minha família estar lá e a dela também, então acabei pisando mais vezes na bota dela do que no próprio chão. Vai entender as razões do coração em circunstâncias como essa.

Mas o tempo passa, e com ele as pessoas entram e saem de nossas vidas, ás vezes sem justificativas ou apenas por razões que devem permanecer desconhecidas. Mas cabe a nós escolher se devemos permanecer encouraçados no passado ou seguir em frente. Não sei o paradeiro de Gabriela atualmente, mas torço para que esteja bem e feliz, pois assim estou, e espero que tenha encontrado um amor, pois nele me encontrei e permaneço hoje.

Projeto: Por trás do blog

Olá queridos leitores, passando rapidinho só pra avisar sobre meu projeto que estava guardado desde o ano passado, e resolvi colocar em prática esse ano (se tudo der certo), que é o Por Trás do Blog.

Já parou pra pensar quem é a pessoa por trás da escrita de tal blog? O que faz da vida? Inspirações? Pois eu já, e nisso resolvi fazer posts sobre a vida dos meus seguidores e seguidos. Então logo mais estarei por aqui, lembrando que pode ser qualquer um, caso queiram ser entrevistados e divulgados deixem nos comentários, combinado? Até mais, abraço.